Se engana quem acha que usuário de drogas é só quem fuma maconha, cheira cocaína, injeta heroína. Se engana mais ainda quem acha que só essas coisas são drogas. Não existe droga mais poderosa e destruidora que o amor. E a primeira vez com o amor não é diferente de nenhum outro entorpecente ilegal.
Antes, temos o receio do que pode acontecer, ouvimos os mais experientes falar para não cairmos nessa, que é "fogo de palha", que se esperar a vontade passa. Ficamos cientes das contra-indicações. Mas após lermos muito sobre o assunto e escutarmos conselhos de amigos, decidimos arriscar. Vamos lá e amamos pela primeira vez.
A princípio é uma delícia. Dá aquele friozinho na barriga, não sabemos ao certo o que vai acontecer, mas temos certeza de que no final tudo vai ficar bem... E se fica, acabou! Nada mais vai nos impedir de amar de novo sem o menor receio. E claro, isso acontece mais uma vez. E outra, e outra, e mais uma. Quando começamos a perceber que nem sempre a "vibe" vai ser boa, mas mesmo assim continuamos amando, já é tarde demais: estamos viciados.
E o problema de ser viciado em amor, é que, ao contrário de outras drogas (ilícitas ou não), não se consegue abandonar o hábito. Passamos a sofrer danos físicos e emocionais.
Temos tremedeira, taquicardia, nossa boca seca...Ficamos com a visão turva só de vermos a pessoa amada passar. E se somos correspondidos pior ainda. Passamos a deixar nossos amigos de lado, perdemos o sono, choramos, ficamos mal. Nosso coração fica abatido e mostra claros sinais, mas não conseguimos parar de amar. E não há terapia, remédio, livros de auto-ajuda, nem internação que cure.
E também como em qualquer outro vício, usamos o nosso amoroso como desculpa para conseguir viver e sobreviver. Portanto, aqui vai um conselho: salve-se se conseguir, ou aceite que vai passar o resto de sua vida amando, e que de amor você também vai morrer.
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